sexta-feira, 10 de julho de 2009

O velho e bom hamburguer!


Os hamburgueres deixaram de ser aquele "mata fome" de fim de noite. Em certa época, essa delícia era consumida apenas nos trailers de sanduiche pela moçada que voltava da balada. O tempo passou e apareceram Mac Donalds, Bobs, Burguer King e vários outros "fast foods" do ramo. Por fim, surgiu uma nova modalidade de casas especializadas nessa delícia. Com um conceito diferente e afim de atrair um público mais exigente, novos restaurantes têm se destacado pela qualidade e proposta apresentada em suas cartas. Lugares como o América Burger, Joakins, Matriz Hamburgueria e Rockets em São Paulo e outras espalhadas pelo Brasil e mundo, vieram mesmo para ficar. Basta passar na porta de um desses lugares e constatar as filas e o grande movimento em suas dependências. Podemos dizer que o "velho hamburguer" ganhou nova roupagem e que mais do que nunca está na moda. Hoje, é feito com vários tipos de carnes nobres como alcatra, picanha, contra filé, filé mignon e na maioria das vezes com um pouco de banha de porco, para que ganhem um sabor diferenciado. As carnes são trituradas ou até mesmo picadas bem pequenas e logo ganham o formato desejado, que com seus vários acompanhamentos nos deixam com água na boca só de pensar. Aqui em Barcelona, em algumas casas de carne, ele é vendido recheado com cogumelos, tomates, ervas, queijos e uma infinidade de ingredientes. Bem legal. E eu, como grande apreciador dessa guloseima, tenho feito algumas experiências em casa, nada profissional, mas que têm me trazido bons resultados. Esses dias fiz um hamburguer com uma carne moída que tinha aqui no congelador. Juntei a carne, uns cogumelos, alho e cebola em brunoise, salsinha fresca repicada, sal e pimenta do reino. Mesclei tudo e coloquei em um aro redondo para o formato ficar perfeito. Por cima, coloquei duas fatias de queijo Gouda e logo levei ao forno sobre um tapete de silicone para assar. Para acompanhar, fiz uma batata dessas compradas pré-fritas. Coloquei no forno sobre o tapete de silicone em alta temperatura e quase na hora de servir polvilhei um queijo ralado por cima. Pode-se fazer os hamburgueres na chapa, combinando-a com o forno para a finalização ou somente no forno. Escolhi o segundo, por querer um prato mais saudável, sem adição de qualquer tipo de gordura extra, pois a carne já possui. Bem, o resultado é esse da foto. Eu e Manu adoramos. Faça em casa também e depois venha aqui compartilhar suas idéias comigo. Grande abraço!

sábado, 4 de julho de 2009

Fuet.





Um produto típico aqui da região da Catalunha, Espanha, é o Fuet. Uma espécie de (salaminho), o Fuet é um embutido feito com carne de javali catalão, o porc singlac. Tem como base em seus componentes a tripa de porco, sal, açucar, especiarias, conservantes e antioxidantes. É ideal para acompanhar um bom queijo, pães e um vinho tinto. O Fuet pode ser encontrado nos supermercados, charcuteries e custa em média 2 euros uma peça, que tem aproximadamente 30 centímetros. Este está aprovado! Abraço!

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Gofre.




Chegando aqui em Barcelona em Outubro de 2008, reparei que em quase toda esquina tinha uma espécie de sorveteria em que eram vendidas umas bolas de sorvete em cima de uma massa. São as Gofrerias. E como gosto pouco de sorvete, rs, logo fui experimentar o bendito negócio chamado Gofre. (Diga-se Waffle, também) Que é uma massa que tem como base farinha e ovos. A massa se cozinha entre duas chapas quentes (chapas com uns quadradinhos fundos)Quando cozida, pode ser recheada com cremes gelados, leite condensado, chocolate derretido, sorvetes variados, granulados, nutella e por aí vai.... depois os recheios são colocados por cima. Essa massa fica crocante e é comida quente, dando o contraste com os recheios frios. Os Gofres são deliciosos, mas na verdade, comemos poucas vezes vezes aqui nesses dez meses, porque são como uma bomba atômica calórica. A sujeira que se faz para comer é inevitável, pois o sorvete e cremes vão derretendo por cima da massa e o pratinho de apoio não é suficiente para conter o derretido. Se passarem pela Espanha, não deixem de provar essa delícia. Abraço.

San Pellegrino, Chino.



Ontem experimentamos uma nova bebida na casa do Roberto. É o Chino, que é um refrigerante originário da Itália. No Brasil a bebida é encontrada em latas de 350 ml da marca. E pelo mundo é produzida pelas marcas San Pelegrino, Coca-Cola e Nestlé. Existem pequenos produtores italianos dessa bebida, que tem sabor mais seco que a maioria dos refrigerantes, destinada ao consumo local. O fruto chinotto é similar a uma laranja e adicionado as especiarias produz efeitos digestivos ao consumidor. Pesquisei e vi que existe a versão brasileira desta bebida, que é refrescante, sendo um produto natural que segue a receita original italiana, composto de extratos vegetais aromáticos: camomila, genziana, aspérula, chiretta, assenzio romano, canela e claro, o chinotto. É uma bebida pasteurizada sem adição de conservantes, ideal para acompanhar bebidas destiladas como a vodka, whisky, rum e gim. Gostei da bebida pura e quero experimentar com rum ou vodka depois. Abraço!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pedacinho da Itália em BCN.








Bem. Hoje tive que sair da minha dieta por uma boa causa. rs. Fomos convidados a jantar na casa de um amigo nosso italiano que mora aqui em Barcelona, o Roberto. Meu post é para tentar ilustrar a recepção e impressão que tivemos desse autêntico pedacinho italiano que conhecemos hoje. O Roberto mora sozinho em um loft super bem decorado por ele mesmo. O ambiente é bem aconchegante e acolhedor. Chegamos e fomos logo conhecer sua casa. Enquanto ele cortava alguns pães, eu e Manu ficamos observando sua coleção de livros e cds que são de perder de vista e também alguns objetos decorativos e quadros nos chamou a atenção. Mas breve assentamos na mesa e começamos a comer umas abobrinhas salteadas no óleo de girassol e finalizadas com vinagre, alho, sal e hortelã repicados. Na mesa tinham alguns tipos de morcila picante, feitas na casa dos pais dele na Itália e uma ricota cremosa deliciosa, além dos pães e do meu famoso tomate confitado que levei para ele. (Ele adora o tomate, hehe) Enquanto comíamos e conversávamos, Roberto levantou e foi esquentar a água para o cozimento da massa. Massa essa que era um orecchiette (orelhinha). A massa foi cozida bem ao dente e jogada em uma panela com um refogado de alho (que depois de ganhar cor é retirado da panela), anchovas (que dissolvem), Brócolis pré-cozido, azeite, sal e pimenta. Coloca-se também um queijo Pecorino picante para uma última remexida antes de servir. Estava super gostosa a massa, (bem ao dente) as anchovas deram toque especial e o queijo um sabor diferenciado. Prato aprovado. A sobremesa foi um picolé Magnum de caramelo. Delícia. Ouvimos algumas músicas Cubanas, Italianas e Brasileiras durante la Cena. Saímos de lá satisfeitos, principalmente pela grande recepção e oportunidade de conhecer de perto um pouco dessa cultura gastronômica Italiana, que é uma das mais importantes do mundo. Obs. O Roberto não é cozinheiro profissional e mesmo assim, tive mais uma prova de como a culinária pulsa no sangue das pessoas aqui. Grande abraço!

Boa notícia sobre a Piadina.

Depois de frequentar bastante o restaurante "Santa Piadina" no último mês, diga-se de passagem pelo custo benefício, praticidade, rapidez e qualidade dos alimentos ali encontrados, ficamos amigos da dona do lugar. E a boa notícia é que ganharei uma aula para aprender a fazer a massa da Piadina, que segundo ela, é de uma receita da avó italiana de um amigo dela. Em troca, terei que ensiná-la a fazer os meus deliciosos (rs) tomates confitados, que encaixarão perfeitamente em seu menu. Quem acompanha o Blog, deve ter visto o post sobre as Piadinas e quem não acompanha pode olhar o post específico que fala o que é a Piadina. Bem, é claro que tirarei fotos e contarei detalhes dessa aventura gastronômica em breve. Hasta luego!

domingo, 28 de junho de 2009

"Redução"





Uma palavra que está na boca do povo agora é a famosa "redução". É redução pra lá e pra cá, redução disso ou daquilo. Então, vocês sabem ao pé da letra o que significa "reduzir" na culinária? Bem, o termo significa " diminuir pela fervura ou quantidade de líquido". Mas, como assim? É o seguinte: quando você quer que seu molho tenha uma textura cremosa e sabor reforçado, você faz essa "redução", para que assim, obtenha uma maior quantidade de sabores e aromas possíveis no preparado, pois o líquido evapora e com isso ganha corpo e retém o que interessa daqueles ingredientes ali colocados. Hoje em dia, você já encontra nas prateleiras de alguns supermercados algumas reduções prontas em embalagens apropriadas para sua decoração nos pratos. As mais comuns são as de aceto balsâmico, ou de aceto com algum outro sabor acrescido: como framboesa, trufas e mel. As variedades são infinitas. No Brasil, o preço dessas reduções prontas é bem puxado, mas aqui na Espanha pode-se comprar uma embalagem de 300ml por 2 euros cada. O bom mesmo é aprender e fazer em casa. Não é difícil. Quando fizer uma bacana eu posto a receita aqui.
Abraço!

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Arroz, umas das minhas paixões.








E não é que ele está presente em grande parte das nossas refeições...pois é, desde pequeno, quando ainda o devorava apenas com bife e batata frita, já considerava um ingrediente indispensável no meu dia a dia. Mas, o tempo passou e fui conhecendo outros tipos e formas de fazer este grão. Quando entrei no Senac, lembro de um trabalho que fizemos sobre ele, e a partir daí, comecei a me interessar mais e tenho conseguido grandes descobertas diárias. Para quem não sabe, existem mais de uma dezena de tipos de arroz, alguns exemplos são: o branco normal, o integral, o basmati, o carnaroli, o tailandês, o jasmím, o negro, o selvagem, o de sushi, o bomba, o arbório e por aí vai....vejam a descrição de alguns desses:
Integral - Uma película preserva seus nutrientes. Tem o sabor rústico. No cozimento, ele pede mais água que o arroz branco.
Arbóreo - Italiano, é arredondado, grosso e branco. Ideal para risotos. Tem o cozimento mais rápido que os outros italianos.
Japonês - Seus grãos são menores e a quantidade de amido é alta.
Basmati - Arroz indiano de grãos longos e com sabor delicado, que lembra ervas e especiarias. Seu preparo leva só água e sal.
Bomba - Arroz espanhol de grão curto, rico em amido, usado nas paellas. Também é bom para preparar risoto ou arroz doce.
Branco - O agulhinha é o arroz do dia-a-dia. O tipo 1 vem com mais grãos inteiros, e o tipo 2 é o mais barato, que não tem padrão.
Carnaroli - Também italiano, deixa o risoto mais al dente. Seus grãos são um pouco mais compridos que os outros tipos italianos.
Jasmim - De grão longo, esse arroz é típico tailandês. Perfumado e gostoso como o basmati. Fica melhor quando feito no vapor.
Vialone Nano - Italiano que tem mais amido que seus compatriotas. Assim como o tipo roma, vai bem em risotos e minestrones.
Preto - Versão brasileira do arroz que teve origem na China. O gosto evoca pinhão e castanha. Vai bem em paella, risoto, salada...
Selvagem - Apesar de levar nome de arroz, é uma erva. Tem sabor amendoado e vai bem em saladas ou com arroz basmati.
Aqui na Espanha, tive a experiência com o Carnaroli, o Bomba, o integral, o Branco, o Selvagem e o Basmati.
Sou apaixonado por risoto, então, o Carnaroli me ajudou a fazer inúmeras experiências risoteiras por aqui, estão todas anotadas e fotografadas, é claro. O basmati foi uma grande descoberta, fizemos algumas preparações Indianas e os aromas conseguidos com este arroz são excelentes. O Bomba, é super usado para a confecção das Paellas aqui, e ele é caro, chegando a custar até 8 euros o kg. Fizemos algumas receitas com o selvagem, o branco e muitas com o integral, diga-se de passagem, porque estamos fazendo uma dieta brava, hehe.
Mas é isso, essas fotos no Blog são de arrozes que tirei em uma loja gastronômica na Itália, em Veneza, só para ilustrar alguma coisa do que estou falando. Espero ter dado alguma contribuição aos senhores leitores e também que façam experiências com alguns do que citei. Estarei aguardando uma futura visita de vocês contando sobre as aventuras com eles.
Até mais!

Freixenet, vale uma visita.

















Boa dica para quem estiver passando por Barcelona e quiser conhecer uma fábrica de cavas, indico uma visita à Freixenet.
Fomos fazer essa visita ano passado, em Outubro e foi bem bacana.
Para isto, tem que fazer um agendamento pelo site e você escolhe o dia e a hora, depois eles entram em contato por telefone confirmando sua reserva. Paga-se uma taxa de 8 Euros pelo tour.
O passeio é o seguinte: você chega lá, entra com um grupo que agendou no seu horário, (máximo 10 pessoas) e começa assistindo um filme de 20 minutos sobre a história da Freixenet. Bacana conhecer a história e métodos de fabricação e entender sobre a diferenciação de cava, champagne, frisante, espumante etc...depois, faz um passeio pelas dependências subtarrâneas onde ficam os incontáveis barris de cavas, sempre com um guia te acompanhando e descrevendo passo a passo todo aquele processo. Caminhando pelo labirinto subterrâneo, entramos em um carrinho (tipo um trenzinho) e vamos conhecendo toda a área de engarrafamento e produção final com milhares de garrafas empilhadas todas certinhas formando esse caminho que percorremos.
Por fim, passamos por uma degustação e logo entramos na loja deles, onde podemos comprar de tudo, desde baldes de gelo personalizados às diversas garrafas com edições limitadas e exclusivas.
Esqueci de dizer que a Freixenet fica a menos de 1 hora de Barcelona, isso de trem, que pode ser pego na estação do Arco do Triunfo. Super fácil. Até a próxima.
Site Freixenet: http://www.freixenet.es/web/esp/index.htm


domingo, 21 de junho de 2009

Piadina





































O que é a "Piadina"?
Bem, resumindo é um pão italiano bem fino, feito sem fermento e finalizado na chapa quente. Você pode rechear ou não. Os recheados vão bem com linguiça, queijo, folhas, tomate, presuntos doce e parma, ervas, e uma infinidade de ingredientes.
Descobrimos aqui perto de casa um lugar especializado nessas Piadinas, e que descoberta.
O lugar é simples, pequeno e bem agradável. O nome do lugar é "Santa Piadina". Santa porque todos os sanduiches de pão Piadina têm nomes de alguma santa.
O esquema lá é o seguinte: você escolhe o sanduiche, depois o pão que deseja (integral, espinafre, gótico ou original). Eles colocam esse pão na chapa quente e vão adicionando os ingredientes escolhidos dentro dele. Depois fecham o pão, como uma tortilha e pronto. Rápido, fácil e delicioso.
Comemos várias Piadinas lá, mas indico três: a Santa Cesira (salchica, jamón york, patata, mozzarela, cebolla confitada y crema de funghi) a Santa Haydeé (Tiras de pollo horneado, fontina, cebolla confitada y lechuga) e a Santa Sofia (Jamón york, gorgonzola, lechuga y rúcula).
Essa foi a nossa grande descoberta do mês aqui, porque além de saudável a Piadina tem um preço razoável, variando de 4,50 e 6,50 euros cada.
Bem, espero que tenham gostado da dica. Abraço a todos.
Endereço Santa Piadina: Plaza Sant Pere, 11, Born. Barcelona.
Tel: 932683359